Servir e proteger. Esse é o juramento que cada policial faz ao ingressar na Brigada Militar, um compromisso de vida com a sociedade. Mas até quando esse compromisso será unilateral? Até quando aqueles que arriscam suas vidas diariamente continuarão sendo tratados com descaso pelo governo do Rio Grande do Sul?
Em julho de 2024, o governador Eduardo Leite anunciou um “aumento” de 12,4% para a segurança pública até 2026. Desde o início, alertamos que esse percentual era insuficiente e prejudicaria a maioria dos servidores da segurança.
Agora, os contracheques confirmam: enquanto alguns receberam o reajuste, a grande maioria teve impacto nulo ou até negativo. Quem possui a parcela de irredutibilidade viu o aumento ser absorvido por descontos automáticos. Resultado? Salário igual ou menor!
Isso não foi um reajuste real, mas um jogo de números que mascara a desvalorização da categoria. O Rio Grande do Sul segue entre os piores salários da segurança pública no Brasil, apesar dos índices históricos de redução da criminalidade.
Fui policial por mais de 30 anos e conheço de perto a realidade da segurança pública no nosso estado. Sei que a redução da criminalidade no Rio Grande do Sul foi conquistada com esforço e sacrifício dos nossos policiais, que, mesmo sem o devido reconhecimento, seguem firmes no seu dever. Mas até quando?
O que vemos é um governo que desmotiva e penaliza seus servidores. Enquanto estados vizinhos avançam, o Rio Grande do Sul perde profissionais para a iniciativa privada ou para regiões que oferecem melhores condições de trabalho. O resultado? Uma segurança pública cada vez mais fragilizada.
Os policiais gaúchos não pedem privilégios. Pedem apenas justiça. Salários dignos, condições de trabalho adequadas e respeito. Mas se depender do atual governo, isso não virá.
Em 2026, o eleitor gaúcho terá mais uma oportunidade de escolher qual modelo de gestão quer para o estado. O atual já deixou claro suas prioridades – e a segurança pública definitivamente não está entre elas.
Está nas mãos do povo mudar essa realidade. Porque quem protege a sociedade também precisa ser protegido.
Vereador Coronel Vargas