Na manhã deste sábado (14), o General da reserva Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa no governo de Jair Bolsonaro e candidato a vice-presidente em 2022, foi alvo de um mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Federal. A medida faz parte de uma operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga ações relacionadas a uma suposta tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula em 2022.
Além da prisão preventiva de Braga Netto, a operação incluiu o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão e uma medida cautelar diversa da prisão contra outros indivíduos. Segundo a Polícia Federal, as ações têm como objetivo coibir a reiteração de práticas ilícitas e garantir a livre produção de provas durante a instrução processual penal.
Investigação sem condenação
Braga Netto, que possui uma longa e consolidada carreira militar, tendo alcançado o posto de General de Exército, o mais alto da hierarquia militar em tempos de paz, foi preso preventivamente, o que não configura condenação.
Até o momento, a defesa de Braga Netto ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas é provável que argumente contra a necessidade da prisão preventiva, destacando o histórico de atuação do militar e sua postura pública ao longo dos anos.
Perfil de Braga Netto
Nascido em Belo Horizonte em 11 de março de 1957, Braga Netto construiu uma trajetória de destaque no Exército Brasileiro e na política. Entre seus principais cargos militares, foi chefe do Estado-Maior do Exército e comandou a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro em 2018. Posteriormente, assumiu papéis importantes no governo Bolsonaro, como ministro da Casa Civil e da Defesa. Em 2022, compôs a chapa presidencial ao lado de Bolsonaro como candidato a vice-presidente pelo Partido Liberal (PL).
O contexto das investigações
A operação que resultou na prisão do General Braga Netto está inserida no contexto do inquérito que investiga “atos antidemocráticos” relacionados à suposta tentativa de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
A prisão de uma figura tão proeminente no cenário político e militar como Braga Netto é um marco significativo. A Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal ainda não divulgaram mais detalhes sobre as provas que embasaram as medidas judiciais contra Braga Netto.
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